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Mercado engajado na reforma da previdência social

Abertura do fórum da FenaPrevi é marcado por novo posicionamento da Susep e a atuação do Ministério da Fazenda

Face à necessária reforma da previdência social, que representa cerca de 45% dos gastos do Governo Federal e 11,5% do PIB, o tema do VIII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Social foi “Os desafios da previdência social”. Durante todo o dia de ontem, 23 de agosto, em São Paulo, os participantes defenderam soluções e apresentaram modelos adotados em outros países, enfatizando a importância do mercado segurador neste processo.

Na abertura do evento, Edson Franco, presidente da FenaPrevi, lembrou que em edições anteriores o fórum sempre se voltou a temas relacionados às prateleiras de produtos do mercado de seguros, distribuição, modelos nacionais e internacionais, e educação financeira.

“Não que esses temas estejam esgotados, mas para esta edição nós decidimos nos aprofundarmos na reforma da previdência, sobretudo, por ser consenso que é impossível o Brasil retomar o ambiente fiscal sem a reforma e, consequentemente, a retomada da atividade econômica e o crescimento. A questão é oportuna e a clareza do debate é urgente”, afirmou.

Para Marcio Coriolano, presidente da CNseg, a reforma da previdência social é fundamental para alavancar o segmento de pessoas e para a ascensão do mercado segurador. “Nós temos muitos desafios pela frente em um cenário de longo prazo. O aumento da expectativa de vida dos brasileiros e a tendência de crescimento da população idosa impactam no mercado de vida e previdência, como também no de saúde suplementar”, declarou.

E nesse cenário, a diretora de Supervisão de Conduta da Susep, Helena Mulim Venceslau, falou sobre o foco da nova gestão do órgão. “Historicamente, a Susep sempre atuou muito na parte de fiscalização e na aprovação passiva de produtos. O nosso objetivo é termos uma ação mais ativa, identificando falhas e debatendo com o mercado. Precisamos desenvolver novos produtos de previdência e a Susep chamará todos para trazerem ideias e sugestões”, disse.

Priscila Grecov, secretária-adjunta de Política Econômica do Ministério da Fazenda, também comentou que o objetivo do órgão é ter uma participação mais ativa. “Nós estamos aqui mais para ouvir o que vocês têm a dizer e levar todas as considerações ao Ministério da Fazenda. O nosso papel é identificar as fragilidades e atuar propondo soluções. Nesse momento de mudança do sistema previdenciário, a previdência complementar é muito importante devido à mudança demográfica e a longevidade”, expôs.

 

Escrito por  REVISTA COBERTURA MERCADO DE SEGUROS