De acordo com o Site capitólio, a Caixa Econômica Federal, através da subsidiária Caixa Seguridade, está em processo de negociação com a estatal francesa CNP Assurances, por meio de um contrato de R$ 4,6 bilhões pelas operações de seguro de vida, prestamista (financiamento) e previdência. Entretanto, o recente episódio envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian impactou esse processo de negociação, uma vez que a A postura do presidente, que cancelou encontro com Le Drian e na mesma tarde apareceu em uma transmissão ao vivo cortando o cabelo, desagradou o governo de Macron.
O site ainda informa que a CNP e a Caixa são sócias desde 2000 e, apesar de o contrato em questão ter sido fechado no ano passado durante governo Michel Temer, a nova gestão da Caixa orientou a revisão de todos os negócios inclusive com os franceses. A CNP também está de olho nas demais parcerias que a Caixa oferece ao mercado, principalmente no que diz respeito a explorar o seguro habitacional, tido como mercado de grande potencial à liderança em financiamento imobiliário do banco brasileiro. A francesa é considerada a principal candidata em arrematar o negócio, tem todo interesse nisso, e o contrato é importante para as duas partes, mas o “episódio capilar” entre Bolsonaro e Le Drian parece ter gerado ruídos.
Enquanto há o desenrolar dessa situação, a Caixa Seguridade vai receber propostas não-vinculantes de empresas interessadas em oferecer produtos e serviços aos clientes da instituição federal até 23 de agosto.
A segunda fase da venda do chamado balcão de seguros da Caixa começou na segunda-feira, dia 5, com o envio de uma nova leva de dados aos interessados. O acordo, porém, só poderá ser fechado mais à frente, quando os finalistas farão ofertas vinculantes.
Por outro lado, a Caixa deu o pontapé para lançar uma oferta subsequente (follow on) de suas ações detidas no Banco do Brasil (BB) no fim de setembro, conforme antecipou a Coluna na manhã de ontem. Pela cotação de R$ 48,50, a operação pode alcançar cerca de R$ 3,3 bilhões. A fatia está nas mãos do Fundo de Investimento do FGTS.
Fonte: CQCS | Carla Boaventura